Vacina contra o HPV. Você conhece?
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Quando se fala em doenças sexualmente transmissíveis (DST), é inevitável não pensar na AIDS e no seu vírus causador, o HIV. Mas, o que muita gente não sabe é que a quantidade pode ser bem maior. Algumas delas são causadas por bactérias, como a Treponema pallidumo, causadora da sífilis. Outras por vírus, como é o caso do HBV, causador da Hepatite B, o HSV, do herpes e também o HPV, que causa o câncer de colo de útero e as verrugas genitais.
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Quando se fala em doenças sexualmente transmissíveis (DST), é inevitável não pensar na AIDS e no seu vírus causador, o HIV. Mas, o que muita gente não sabe é que a quantidade pode ser bem maior. Algumas delas são causadas por bactérias, como a Treponema pallidumo, causadora da sífilis. Outras por vírus, como é o caso do HBV, causador da Hepatite B, o HSV, do herpes e também o HPV, que causa o câncer de colo de útero e as verrugas genitais.
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O Papilomavirus Humano, conhecido como HPV, é um grupo de vírus que abrange mais de 100 tipos, e vive na pele e nas mucosas genitais, tais como a vulva, vagina, colo do útero e pênis. O vírus pode ser transmitido através do contato sexual, mas não necessariamente pela penetração, e sim por aquele “amasso”, muitas vezes considerado inocente. Já é comprovado também, que todas as mulheres com câncer de colo de útero foram antes infectadas pelo vírus. Mas nem todas as portadoras desenvolveram o câncer. Uma curiosidade, é que ele é mais comum em mulheres de baixa renda. O motivo? Ninguém sabe.
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Para esse vírus, não há cura, uma vez infectada é para sempre. E, para completar, o ele pode ser traiçoeiro, pois muitas pessoas não desenvolvem os sintomas, mas nem por isso deixam de transmiti-lo. Apesar de não existir cura, há a prevenção que recentemente ganhou mais um aliado. O tão conhecido (e até temido) Papanicolaou, é um exame preventivo e detecta mudanças fisiológicas (normais) ou patológicas (doenças) nas células que revestem o colo do útero. Como é um exame que deve ser feito regularmente, é considerado preventivo, pois detecta a doença logo no princípio.
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Detectar a doença é importante, prevenir, é melhor ainda. Desde 2007 está em uso a vacina contra o HPV, que pode combater o vírus antes da infecção. Entretanto, a vacina não previne contra os 100 tipos e sim contra os de maior incidência, como o HPV 16 e 18, os causadores do câncer. A vacina é um alívio para as mães cujas filhas começam a vida sexual cada vez mais cedo. Segundo a ginecologista Maria Betânia Turton Lopes, existem dois tipos da vacina, a quadrivalente, que imuniza os vírus HPV 6, 11, 16 e 18, e a bivalente que imuniza apenas os vírus HPV 16 e 18. “A vacina negativa a ação do vírus e é por isso que a quadrivalente é a mais indicada, pois ela previne tanto contra o câncer de colo de útero quanto a vulva, que são as verrugas genitais”, diz Maria Bethânia.
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A vacina é indicada para meninas dos nove anos até mulheres com 45. Alguns médicos dizem que o efeito é mais eficaz quando a menina ou mulher ainda não iniciou a vida sexual, porém, Maria Betânia discorda e diz que é necessário se prevenir em qualquer idade, independente se teve relações ou não. A vacina, por não prevenir todos os tipos de vírus, não exclui que sejam feitos os preventivos, como o Papanicolaou.
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O custo da prevenção
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O que acontece é que, apesar do vírus infectar 80% das mulheres sexualmente ativas e causar a morte de 250 mil delas, a vacina não é acessível para a maior parte da população, visto que mesmo estando em uso há dois anos, ainda há quem não sabia da sua existência. No Recife, a vacina está sendo aplicada em clínicas particulares e o preço é de R$ 1.200,00, parcelados em três vezes. O pagamento é feito junto com as doses, pois a vacina é aplicada em três doses (0-60-180 dias). Hoje, ela não está disponível em postos de saúde.
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O custo da prevenção
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O que acontece é que, apesar do vírus infectar 80% das mulheres sexualmente ativas e causar a morte de 250 mil delas, a vacina não é acessível para a maior parte da população, visto que mesmo estando em uso há dois anos, ainda há quem não sabia da sua existência. No Recife, a vacina está sendo aplicada em clínicas particulares e o preço é de R$ 1.200,00, parcelados em três vezes. O pagamento é feito junto com as doses, pois a vacina é aplicada em três doses (0-60-180 dias). Hoje, ela não está disponível em postos de saúde.
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A vacina não está incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI), pois, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), não é oportuno, pelo fato de não prevenir contra todos os tipos do HPV. O motivo também, da vacina não ter sido incluída pelo SUS é, principalmente, pelo seu valor. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estipulou, em 2007, que o preço máximo da dose seria R$ 364,16, mas, como o laboratório Merck Sharp & Dohme, criador da vacina, recorreu, a dose custa hoje R$ 400.
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É fato que cuidar da saúde nunca é um gasto, é sempre um investimento para o futuro. Mas alguns deles não são acessíveis para grande parte da população. Por isso, fica a dúvida, vale a pena divulgar a vacina? Ou é melhor deixá-la escondida para a parte da sociedade que pode usufruir?
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Kari Mendonça
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Perguntas e respostas sobre o HPV*
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As garotas/mulheres vacinadas ainda precisam fazer o exame de Papanicolaou?
Sim, existem três razões pelas quais ainda precisam ir ao ginecologista regularmente e realizar o exame de Papanicolaou para câncer de colo de útero: as vacinas não proporcionam proteção contra todos os tipos de HPV que casam o câncer de colo de útero; algumas mulheres podem não tomar todas as doses necessárias, conforma o caso, não obtendo assim o benefício total das vacinas; mulheres que eventualmente tenham tido a infecção por HPV previamente podem não ter benefício completo da vacinação. Vale lembra ainda que existem outras doenças que são detectadas pelo Papanicolaou.
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Por que as adolescentes devem ser consideradas um dos principais alvos da vacinação?
É importante que as adolescentes recebam esquema completo com as vacinas contra o HPV o mais precocemente possível, de preferência antes de se tornarem sexualmente ativas. As vacinas são potencialmente mais eficazes para garotas ou mulheres antes de seu primeiro contato sexual; não pela atividade sexual em si, mas sim pela possibilidade de contaminação com HPV. Contudo, a maioria das mulheres ainda se beneficiará da vacinação, pois serão protegidas contra outros tipos de HPV contidos na vacina.
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O HPV pode ser tratado?
Não existe cura para o HPV. Porém, existem tratamentos para os problemas de saúde que o HPV pode causar, tais como verrugas genitais, alterações celulares do colo do útero e cânceres. É fundamental que as mulheres tenham acesso às medidas preventivas como o Papanicolaou e a vacinação.
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*Retirado do panfleto da Merck Sharp & Dohme
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As garotas/mulheres vacinadas ainda precisam fazer o exame de Papanicolaou?
Sim, existem três razões pelas quais ainda precisam ir ao ginecologista regularmente e realizar o exame de Papanicolaou para câncer de colo de útero: as vacinas não proporcionam proteção contra todos os tipos de HPV que casam o câncer de colo de útero; algumas mulheres podem não tomar todas as doses necessárias, conforma o caso, não obtendo assim o benefício total das vacinas; mulheres que eventualmente tenham tido a infecção por HPV previamente podem não ter benefício completo da vacinação. Vale lembra ainda que existem outras doenças que são detectadas pelo Papanicolaou.
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Por que as adolescentes devem ser consideradas um dos principais alvos da vacinação?
É importante que as adolescentes recebam esquema completo com as vacinas contra o HPV o mais precocemente possível, de preferência antes de se tornarem sexualmente ativas. As vacinas são potencialmente mais eficazes para garotas ou mulheres antes de seu primeiro contato sexual; não pela atividade sexual em si, mas sim pela possibilidade de contaminação com HPV. Contudo, a maioria das mulheres ainda se beneficiará da vacinação, pois serão protegidas contra outros tipos de HPV contidos na vacina.
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O HPV pode ser tratado?
Não existe cura para o HPV. Porém, existem tratamentos para os problemas de saúde que o HPV pode causar, tais como verrugas genitais, alterações celulares do colo do útero e cânceres. É fundamental que as mulheres tenham acesso às medidas preventivas como o Papanicolaou e a vacinação.
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*Retirado do panfleto da Merck Sharp & Dohme


