Há quatro dias que eu escrevo algo antes de dormir. Não termino. Apenas começo algo que poderia se tornar uma coisa legal. Ou não. Há cerca de três noites comecei a escrever um poema. Falava sobre o quanto a vida pode nos surpreender e sobre como é bom perceber que chegamos tão longe, quando nós mesmos não imaginávamos que daríamos um próximo passo. Não ficou bom. Não consegui juntar as rimas e nem dar o sentido que queria. Era muita coisa e não consegui passar em um pequeno poema. Lembro que até comecei a fazer um texto sobre o mesmo assunto, mas acabou ficando chato e sem sentido.
Na outra noite, comecei a escrever sobre o quanto algumas coisas são inúteis. “Já teve a sensação de que tudo ou quase tudo que você faz não é necessariamente útil?” O texto começava assim... Mas achei que seria muito bobo falar das coisas banais que todos nós fazemos e que nos dá a sensação de tempo perdido. Um exemplo? Lavar a louça do café da manhã. Assim que você acaba e está tudo limpo e arrumado... Chega a hora do almoço e suja tudo de novo... É um ciclo vicioso, chato e sem graça. Mas que faz parte da vida e que, apesar de inútil, continuaremos fazendo todos os dias.
Ontem, depois de muito tempo sem conseguir escrever nenhum conto, comecei a escrever um. Não terminei, ou não estaria escrevendo isso. Mas falava sobre a história de Maria Luiza e André. Na verdade, era mais um diálogo, sobre como ela contou a sua mãe que iria casar. O problema é que o casamento seria em dois meses. E não, ela não estava grávida. Sabe que até estava ficando legal? Mas ai eu parei no meio do caminho e comecei a fazer uma listra. Lista de pessoas. Resultou em quase 100 nomes. Preciso fazer algo para diminuir, mas eu só coloquei quem eu realmente queria ver...
Enfim, o meu sumiço e completa falta de criatividade e inspiração é que a minha cabeça anda cheia de coisas. Hoje é um daqueles dias que eu só queria sentir ali no cantinho do quarto e chorar. Pra descarregar mesmo. A minha cabeça anda cheia, e, apesar disso cansar, eu não posso reclamar. Eu tenho que fazer um jornal. Não sozinha, mas ainda assim dá trabalho. Também tenho que escrever o script do meu novo programa na rádio (ah! Mudei de horário e estou agora nas segundas e quartas ás 15hr) para poder começar a apresentá-lo... Digamos... Amanhã!
E pior é que eu não paro de pensar na tal lista que fiz... E em decoração e tantas outras coisas... Ora essa! Mais ainda falta tanto tempo. E por que eu não consigo não pensar? Por que não consigo parar de contar os dias pra ele chegar? Ou os dias para ir ao shopping buscar minha encomenda? Ah! E sem falar que agora arrumei outro estágio. Falta ainda arrumar a documentação e então começo. E angustia não ter um dia para começar... Ás vezes eu só queria um descanso desta minha mente incansável.
Na outra noite, comecei a escrever sobre o quanto algumas coisas são inúteis. “Já teve a sensação de que tudo ou quase tudo que você faz não é necessariamente útil?” O texto começava assim... Mas achei que seria muito bobo falar das coisas banais que todos nós fazemos e que nos dá a sensação de tempo perdido. Um exemplo? Lavar a louça do café da manhã. Assim que você acaba e está tudo limpo e arrumado... Chega a hora do almoço e suja tudo de novo... É um ciclo vicioso, chato e sem graça. Mas que faz parte da vida e que, apesar de inútil, continuaremos fazendo todos os dias.
Ontem, depois de muito tempo sem conseguir escrever nenhum conto, comecei a escrever um. Não terminei, ou não estaria escrevendo isso. Mas falava sobre a história de Maria Luiza e André. Na verdade, era mais um diálogo, sobre como ela contou a sua mãe que iria casar. O problema é que o casamento seria em dois meses. E não, ela não estava grávida. Sabe que até estava ficando legal? Mas ai eu parei no meio do caminho e comecei a fazer uma listra. Lista de pessoas. Resultou em quase 100 nomes. Preciso fazer algo para diminuir, mas eu só coloquei quem eu realmente queria ver...
Enfim, o meu sumiço e completa falta de criatividade e inspiração é que a minha cabeça anda cheia de coisas. Hoje é um daqueles dias que eu só queria sentir ali no cantinho do quarto e chorar. Pra descarregar mesmo. A minha cabeça anda cheia, e, apesar disso cansar, eu não posso reclamar. Eu tenho que fazer um jornal. Não sozinha, mas ainda assim dá trabalho. Também tenho que escrever o script do meu novo programa na rádio (ah! Mudei de horário e estou agora nas segundas e quartas ás 15hr) para poder começar a apresentá-lo... Digamos... Amanhã!
E pior é que eu não paro de pensar na tal lista que fiz... E em decoração e tantas outras coisas... Ora essa! Mais ainda falta tanto tempo. E por que eu não consigo não pensar? Por que não consigo parar de contar os dias pra ele chegar? Ou os dias para ir ao shopping buscar minha encomenda? Ah! E sem falar que agora arrumei outro estágio. Falta ainda arrumar a documentação e então começo. E angustia não ter um dia para começar... Ás vezes eu só queria um descanso desta minha mente incansável.
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Desculpe o incômodo.
Até a volta.
Kari Mendonça
Desculpe o incômodo.
Até a volta.
Kari Mendonça

8 comentários:
Interessante esse teu "começar e não terminar". Soa como uma fuga desse momento meio deprê, que "dá vontade de ficar no canto do quarto e chorar". Mas você é maior que isso, tenho certeza!
Ri aqui sozinho, quando falou do "lavar e sujar da louça". O mesmo raciocínio serve para o ato de tomarmos banho e ainda outros hábitos de higiene... hahaha
Mas que bom que essa "vontade de não fazer", serviu de inspiração para "fazer" esse belo texto.
Beijo e boa semana!
Acontece comigo também..a gente começa, ensaia algumas palavras ms não conclui o pensamento. Ou pelo menos não consegue traduzir em palavras o tum-tum desordenado do nosso coração.
Ms o bacana é isso, sempre continuar tentando!
E moça, nunca é um incômodo ler suas palavras!
BJ0 grande.
Sei como é isso. Eu estou num rumo parecido, não consigo dormir sem escrever algo, aí dá no resultado de estar madrugadas acordado, como hoje.. Mas meu caderno de poesias está enchendo e hoje escrevi um conto legal no Rotineiro, quando puder passe lá!
Beijão Kari, obrigado por sempre manter contato!
:*
Pode às vezes ser difícil contar desejos e novidades — ainda mais para os nossos pais. Pode às vezes ser mais difícil mudar a forma como fazemos o banal, o trivial, de forma que o que parece inútil torne-se útil e agradável. E mais difícil ainda, talvez, organizar esse mundo de coisas que borbulha na nossa cabeça. Penso só que esse borbulho me agrada de quando em quando.
Olha Kari, eu bem sei o que é a mente da gente cansar a gente mais do que o resto que está acontecendo... E às vezes é tão difícil freiá-la, né?
Bjitos!
Não entendi muito bem do que se trata, mas se é algo que está se empenhando com tanto amor com certeza valerá a pena.
Te desejo sorte e perseverança
Te quero sempre bem, querida!
BeijOs
É quando a gente começa a ter responsabilidades de gente grande. Ai vemos que crescemos, que não somos mais protegidos, e então incorporamos o papel e sentimmos o peso das obrigações. Isso é bom, por um lado, mas é bem triste por outro. Vai dá tudo certo.
Beijos linda!
Tu me lembrou do diário que eu estava escrevendo, e que, por sinal, está parado há bastantes dias já...
Mas hein, eu estou por fora das coisas mesmo... casamento? Quando vai ser?
Beijão!
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