sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Elas! Finalmente elas!
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Kari
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domingo, 15 de novembro de 2009
Entre lágrimas
Desligou as luzes da casa e foi até o quarto. Antes de começar o banho, começou a chorar. Não sabia o motivo, ao certo, mas não conseguia parar. Tomou um banho lento, mas sempre entre as lágrimas. Por vários momentos tentou se acalmar, mas não conseguia. Não sabia de onde viera àquela dor, e por isso, não conseguia fazer parar. Durante alguns minutos, sentiu-se mais calma. Colocou a roupa de dormir e, no escuro, foi deitar. Mas enquanto olhava aquele teto escuro, sentiu a solidão lhe abraçar. O choro voltou.
Em parte era pela solidão. Em parte, ainda pelo motivo desconhecido. Era aquela angústia. Aquela mesma dor. Queria uma explicação. Queria entender. Mas só conseguia chorar. Abriu a gaveta ao lado da cama, pegou o iPod e começou a ouvir músicas. Chorou mais forte ao ouvir Brian Adams cantando que, quando você ama alguém, as suas noites de sono estão apenas começando. Seria aquele choro, algo relacionado ao amor que sentia? Não sabia. Não conseguia saber. Aquela angustia aumentava pelo desconhecido.
Depois de algumas músicas, desligou o pequeno aparelho. Colocou novamente na gaveta. Não custou muito a dormir. Dormiu como uma criança. Tarde da manhã, acordou com os olhos inchados e a cabeça pesada. Queria que tudo estivesse melhor. Mesmo não sabendo o que não estava bem. Mas não saber era o mais angustiante.
Kari Mendonça
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domingo, 8 de novembro de 2009
Sobre uma mente incansável
Na outra noite, comecei a escrever sobre o quanto algumas coisas são inúteis. “Já teve a sensação de que tudo ou quase tudo que você faz não é necessariamente útil?” O texto começava assim... Mas achei que seria muito bobo falar das coisas banais que todos nós fazemos e que nos dá a sensação de tempo perdido. Um exemplo? Lavar a louça do café da manhã. Assim que você acaba e está tudo limpo e arrumado... Chega a hora do almoço e suja tudo de novo... É um ciclo vicioso, chato e sem graça. Mas que faz parte da vida e que, apesar de inútil, continuaremos fazendo todos os dias.
Ontem, depois de muito tempo sem conseguir escrever nenhum conto, comecei a escrever um. Não terminei, ou não estaria escrevendo isso. Mas falava sobre a história de Maria Luiza e André. Na verdade, era mais um diálogo, sobre como ela contou a sua mãe que iria casar. O problema é que o casamento seria em dois meses. E não, ela não estava grávida. Sabe que até estava ficando legal? Mas ai eu parei no meio do caminho e comecei a fazer uma listra. Lista de pessoas. Resultou em quase 100 nomes. Preciso fazer algo para diminuir, mas eu só coloquei quem eu realmente queria ver...
Enfim, o meu sumiço e completa falta de criatividade e inspiração é que a minha cabeça anda cheia de coisas. Hoje é um daqueles dias que eu só queria sentir ali no cantinho do quarto e chorar. Pra descarregar mesmo. A minha cabeça anda cheia, e, apesar disso cansar, eu não posso reclamar. Eu tenho que fazer um jornal. Não sozinha, mas ainda assim dá trabalho. Também tenho que escrever o script do meu novo programa na rádio (ah! Mudei de horário e estou agora nas segundas e quartas ás 15hr) para poder começar a apresentá-lo... Digamos... Amanhã!
E pior é que eu não paro de pensar na tal lista que fiz... E em decoração e tantas outras coisas... Ora essa! Mais ainda falta tanto tempo. E por que eu não consigo não pensar? Por que não consigo parar de contar os dias pra ele chegar? Ou os dias para ir ao shopping buscar minha encomenda? Ah! E sem falar que agora arrumei outro estágio. Falta ainda arrumar a documentação e então começo. E angustia não ter um dia para começar... Ás vezes eu só queria um descanso desta minha mente incansável.
Desculpe o incômodo.
Até a volta.
Kari Mendonça
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domingo, 1 de novembro de 2009
Não só uma ceia
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.”
Há uma semana encontrei o CD "25 de Dezembro", de Simone. Havia procurado-o, mas não encontrei. Só na semana seguinte, por acaso. Não o ouvi, mas fiquei feliz em perceber que não o havia perdido. Lembro que, logo que o comprei, em liquidação no supermercado, vivia escutando. Era perto do Natal e eu gostava de ouvir aquelas músicas. "Então é Natal", era a minha preferida, pois cantei na Formatura do ABC. Já faz alguns anos que não escuto o CD e não é a toa que ele estava escondido. Desde que o achei, no entanto, estou com a música na cabeça... Hoje, ao sair com meus pais, comecei a cantar ela e outras músicas do CD. Senti certo alívio.
No início do mês, minha mãe decidiu fazer uma ceia de Natal. À noite. E mais, decidiu chamar meus tios para virem aqui em casa. Pode parecer algo bobo, mas é a primeira vez que teremos uma ceia de Natal em anos. E estamos até planejando coisas e coisas para o jantar. Desde que minha avó morreu, o mês natalino vem sendo difícil. Sei que ainda não será fácil passar pelo dia 21, mas é bom saber que estamos dando mais um passo. É como se o luto voltasse sempre que a data aproxima. Mas dessa vez, resolvemos seguir, mesmo com ele. E essa ceia é uma forma de mostrar a nós mesmos que estamos tentando.
É como se estivéssemos aproveitando a oportunidade pra comemorar as coisas boas que nos aconteceram esse ano. As coisas andaram difíceis nos anos que passaram. E parece que, desde que 2009 começou elas estão seguindo um bom caminho. Claro que nem tudo foram flores, e houve alguns espinhos, mas eles foram menor quantia. E há ainda que comemorar que não terminarei o ano como comecei. Alguns sonhos tornaram-se planos. Algumas vontades deixaram de ser apenas vontades. E alguns desejos tornaram-se objetivos. E é por isso e por tantas outras coisas, que esta simples "ceia de Natal" terá um significado enorme, para mim e para a minha família.
Ah! E não resisti... Estou escutando o CD agora...
Kari Mendonça
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00:35
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Um rosto diferente
Ontem, no entanto, levei um susto. Estava descendo os degraus da faculdade, em meio a um vidro espalhado quando me deparei com a imagem logo à frente. Por alguns instantes, parei. Achei estranho aquela que vi, logo ali. Custei um pouco a acreditar que seria eu. Quer dizer... Estava com a mesma roupa que eu, o mesmo penteado, mas não parecia aquela que eu lembrava ser. Não! Os anos ainda não passaram tanto, ainda não consigo ver as rugas denunciando que as coisas mudaram. Mas o meu rosto não é mais o mesmo. Percebi ao descer naquela escada.
Não era mais aquela menina que ia para o colégio todas as manhãs. Que almoçava no shopping depois da aula, para ir ao cinema. Que dormia agarrada a um cachorro de pelúcia. Nem aquela que pintava a boca de preto para ir ao colégio. Ou que prendia o cabelo com mais de cinco fivelas. Também não era aquela menina que vivia dos amigos da irmã... E nem aquela que morria de medo do escuro. Era ainda a menina que morre de medo dos trovões, mas ainda assim, estava diferente.
Lembrei de como olhava para as pessoas, na época dos meus seis anos. Admirava os alunos da oitava série. No espelho, percebi que sou mais velha do que eles agora. Que estou prestes a terminar a faculdade (sim! Um ano passa rápido). Que logo estarei na minha casa e não mais na casa dos meus pais. Que em breve terei responsabilidades que um dia esteve tão longe. Ás vezes até, me pego dirigindo o carro (quem diria!). E foi naquele momento que me dei conta que, talvez aquele rosto diferente, demonstrasse maturidade.
Kari Mendonça
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Kari
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